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A primeira versão da suposta carta de tarô, desenhada por Irina Novakova, correspondente a O Livro de Ouro da Sabedoria. Enviada a Paul Allen e publicada em maio de 2001 no Franz Bardon Research.

O Livro de Ouro da Sabedoria (título original: Das goldene Buch der Weisheit) é o título do livro que seria publicado após A Chave para a Verdadeira Quabbalah, da autoria de Franz Bardon, contendo a descrição da quarta folha do Livro da Sabedoria, correspondente ao quarto Arcano Maior, O Imperador.

Apenas um fragmento da obra restou, porque, na ocasião da prisão de Bardon em 1958, a polícia confiscou as fitas que Bardon gravara correspondentes a esse livro. Esse fragmento foi publicado na forma de um apêndice em Frabato.

Em 2010, uma suposta versão completa da obra, com um nome diferente (Das goldene Blatt der Weisheit, em português "A Folha de Ouro da Sabedoria"), da autoria de Seila Orienta, suposto discípulo pessoal de Franz Bardon, começou a ser vendida no site Hermetischer Bund.

História

A possível composição de O Livro de Ouro da Sabedoria é mencionada pela primeira vez, en passant, em O Caminho do Verdadeiro Adepto. Sobre as cartas do tarô, Bardon declara na Conclusão do livro que:

(...) cada uma dessas outras cartas possui um sistema próprio de iniciação. Ao lado dos vinte e dois arcanos maiores ainda existem cinquenta e seis cartas correspondentes aos arcanos menores, que também simbolizam os pequenos mistérios; para cada uma delas há uma explicação a ser dada. Dependerá exclusivamente da vontade da Providência Divina dar-me a possibilidade de escrever sobre cada uma das cartas do tarô e publicar esses escritos. (grifo nosso)

Depois, em Frabato, Urgaya, o chefe da Fraternidade Branca, ordena Bardon a escrever e publicar as descrições dos sistemas iniciáticos correspondentes às cinco primeiras folhas do Livro da Sabedoria (entre elas, a quarta):

Então ele levou Frabato ao quarto pilar, tocou-o levemente com sua mão, e disse: 'A quarta folha do Livro da Sabedoria será explicada para a humanidade.

No fim de Frabato, Dieter Rüggeberg fez questão de publicar o único fragmento restante da obra, contendo seus três primeiros capítulos (o terceiro provavelmente incompleto). Segundo o editor, as fitas gravadas por Bardon foram apreendidas pela polícia em 1958. O filho de Bardon, Lumir, confirmou a destruição das fitas.

A suposta versão completa do livro

Em 2010, foi encontrada, no site Hermetischer Bund, uma suposta versão completa de O Livro de Ouro da Sabedoria. Da autoria de Seila Orienta, apontado como discípulo de Bardon, o livro contém a versão "nunca antes conhecida" da obra. Essa "versão completa" contém 36 páginas.

Um trecho das primeiras páginas do livro mostram somente o primeiro capítulo e uma breve introdução em que Seila Orienta diz que "todo adepto que possui acesso ao Akasha pode ler os escritos perdidos de Bardon". Não se sabe se Orienta foi mesmo um discípulo direto ou alguém que apenas praticou seus exercícios.

Não se sabe até agora a veracidade ou o conteúdo do livro.

A Interpretação da Quarta Carta de Tarô

Segundo o usuário kamael, do fórum Ian Allan Publishing, a quarta carta de tarô apresenta o seguinte simbolismo:

Aqui está a descrição. Os quatro seres representam os quatro elementos em suas formas mais puras. O ser central é o deus pessoal do hermetista e abaixo [dele] está o hermetista [iluminado].

Resumo

Introdução

Depois de uma leitura cuidadosa da Introdução, pode-se perceber que O Livro de Ouro da Sabedoria é uma obra profundamente enraizada na ideia da cognição. Essa cognição, contudo, seria conseguida através da teoria e também da prática, através de meios mágicos especiais que Bardon não chega a descrever no curto fragmento que restou.

Parece-nos que Bardon pretendia transmitir toda a teoria que ele nos forneceu em pequenos trechos explicativos, aqui e ali, em suas três obras anteriores.

O objetivo de Bardon, portanto, seria instruir o mago com um “completo conhecimento das fundações da filosofia hermética (...)”, através de uma perspectiva das leis universais. Ele afirma, como afirmou em seus livros anteriores, que o livro seria útil não só para o praticante dos exercícios, mas também para o teórico hermetista. Bardon afirmou que descreveria “a aplicação prática das leis universais, sabendo o leitor como utilizar esse conhecimento e sabedoria para seus próprios propósitos”.

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Nova versão da suposta quarta carta de tarô de Bardon que foi enviada a Paul Allen em 2001.

A Visão Hermética da Religião

O primeiro capítulo, A Visão Hermética da Religião, Bardon expõe um ponto de vista classificatório sobre as religiões do mundo: "sistemas de religião relativa" (que não representam as leis universais de um modo completo, sendo transitórios) e "sistemas de religião universal" (que, como Bardon sugere, contêm verdades eternas e imutáveis sobre as leis universais do micro e macrocosmo). Segundo o autor, a pessoa comum amadurece, através do processo contínuo da reencarnação, abandona as religiões relativas e finalmente aborda a religião absoluta ou universal – que, podemos inferir, é algum sistema de espiritualidade prática, como a magia hermética que ele descreve em seus livros.

Bardon chega a afirmar que até mesmo o materialismo é um tipo de sistema religioso, e repete algo que disse em seus livros anteriores: o mago deve respeitar a todas as religiões.

Magia e Misticismo

No segundo capítulo, Magia e Misticismo, Bardon caracteriza a magia como um campo que, em seu estágio original, encompassava diversas áreas da ciência que conhecemos atualmente, como a física, a química e a matemática – todo o conhecimento técnico recaía sobre o rótulo de “magia”.

Do outro lado, tudo imaterial, como a religião, a filosofia, a moralidade etc. caíram no escopo do misticismo. Contudo, segundo Bardon, as duas não poderiam ser separadas, porque uma fundamenta a outra – e, de fato, elas não eram separadas nas antigas escolas de mistérios.

Com a degradação da espiritualidade na humanidade, as ciências materiais se separaram das espirituais, formando dois polos: um conhecimento físico que poderia ser adquirido através do intelecto, e um conhecimento metafísico que exigia outras habilidades. Assim, esse conhecimento metafísico ou mágico foi se afastando cada vez mais do primeiro e se tornou um nicho acessível apenas aos verdadeiros adeptos.

Bardon caracteriza a magia como “o elevado conhecimento das forças mais sutis que não foram ainda reconhecidas pela ciência de hoje”, sendo uma extensão do conhecimento material e analisável da mesma maneira que a ciência material o é. Acrescenta, também, que a magia também pode auxiliar as ciências materiais, estendendo-as e melhorando-as.

Concluindo este capítulo, magia, segundo Bardon, representa quantidade (poderes, substâncias), enquanto o misticismo é qualidade (influências, atributos, habilidades, virtudes).

Mistérios da Anatomia Hermética

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